17.5.10

'500 dias com ela': realidade escancarada

Uma história sobre o amor! Essa frase, que li em algum lugar na internet, define bem o filme ‘500 dias com ela’. E se tratando de um filme SOBRE o amor e não DE amor, não tem obrigação de tratar desse sentimento como gostaríamos.

Tom (Joseph Gordon-Levitt), criador de cartões comemorativos e frases para os mesmos, conhece no escritório a bela Summer (Zooey Deschanel) por quem se apaixona quase que imediatamente. Até aí, tudo bem! Nada de muito diferente de tantas histórias de amor. Nem o fato de Summer não acreditar muito no amor, graças a experiência traumática do divórcio dos pais na infância, difere da realidade sentimental de várias pessoas. Eles, então, desenvolvem uma relação “sem compromisso” como ela escolhe e prefere definir.


O filme traz uma experiência bacana não só no roteiro musical e poético. Não apenas quando brinca com quadros que dividem a tela em duas cenas simultâneas: expectativa e realidade. Ou quando a história é relatada, pelos olhos de Tom, fazendo um paralelo entre alguns dos 500 dias de momentos bons e ruins vividos pelo casal.


O diferencial está na forma real com que o amor é tratado durante a trama que não pode ser considerada comédia romântica, pois mostrando o amor de forma tão verdadeira e escancarada nem sempre é muito engraçado. Nem romântica em sua essência devido ao ‘pé atrás’ sempre presente que Tom tem com o relacionamento depois da confissão de Summer de que não queria nenhum compromisso e, em seguida, dos dias de sofrimento, frustração e dúvidas que invadem a mente do rapaz.


É essa necessidade quase cósmica que temos de definir o que sentimos que acaba com qualquer relacionamento. O apego que demonstramos e todas as carências de uma vida toda que depositamos em alguém. Situações assim é que colocam a baixo qualquer possível estabilidade.


Vou ser clichê e dizer que todos têm um pouco de Tom e Summer quando o assunto é o amor. Todos querem se envolver ao máximo e se entregar sem limites, mas nem sempre! O lado Summer é o lado que nos deixa mais racionais e nos faz ter os pés no chão. São lados como esses que fazem com que realmente os sentimentos fiquem no coração, os pensamentos na mente e que nada (nos) vire tanto de cabeça pra baixo!


O filme atinge o objetivo polêmico, profundo e realista ao mostrar que um garoto que conhece uma garota, não precisa necessariamente ser feliz para sempre ao lado dela. O que vale é ser feliz para sempre e ter os sentimentos independentes de qualquer inconstância do outro.

4 comentários:

Esquadros disse...

será que vou refletir tão profundamente se eu assitir?

Excelentes palavras nem todos admitem que ao amor permeia o medo e as carências...

Um dia já cheguei a pensar que o amor dependia do tempo... hoje não acredito mais nisto!

beijinhos Flor

Sara Roosevelt disse...

" Não se atribui grande valor cósmico a um simples avento na terra.. Coincidência, é tudo PURA coincidência!..."

Adorei o filme, ele realmente ME FEZ REFLETIR. *--*

aaa adoro a frase que ta no seu perfil, da Clarice... !
.. gostei bastante do seu blog, seguirei ! :)
*--*

jefhcardoso disse...

Goste muito da conclusão de sua postagem. O que vale é ser feliz para sempre, com a pessoa amada e saber viver com as inconstancias. E quem nunca passou com isso?
Bem, qualquer coisa eu estarei em meu blog (http://jefhcardoso.blogspot.com) onde falei sobre os dois dias que nos resta de vida.

Abraço do Jefhcardoso.

di disse...

Eu tinha certeza absoluta quando assisti o filme, que você um dia iria comentar, por horas sobre ele comigo... Como estamos sem contato, rah, vim aqui e olha só!!

ps. guardei vinhos e chocolate, o filme merece um duo...

ps2. Eu amo você!!