Mesmo no escuro era como se ele pudesse ouvir os lábios dela se abrindo em um quase sorriso enquanto ela distraidamente tentava imaginar o que os seus olhos voltados em sua direção lhe diziam naquele momento. Tentavam lutar arduamente contra algo que já os havia vencido sem nem imaginar que o melhor agora era comemorar a vitória com o considerado receio.
Ele bem que tentava tirar o máximo de cada impressão dela! Tão variadas, coloridas e expansivas. Mas sempre acabava barrando nos seus grilos e desconfianças consigo mesmo.
Era tudo meio louco e novo para ele!
Desde quando o coerente também precisa ser palpável?
Quando interrogado sobre o que se passava lá dentro, inquieto e majestoso, respondia o que achava, deixando que as palavras dessem o sentido que a elas somente cabe. Assim: seguro e muito, e sempre, voltado para ela e a redoma que construiu em volta do sentimento dela por ele!
Pois era tudo o que ele tinha! Era tudo o que ele queria sentir e deixar memorizado na pele naquele instante em que desfrutava do silêncio da presença dela ao seu lado e de todas as fantasias que vieram despidas de qualquer alucinação. A prova sensitiva de tal realidade?
O arrepio frio que dá na gente! Truque do desejo!
13.5.09
3.5.09
...vendo a vida acontecer como um dia de domingo!
Estive estranha nesses últimos dias! Logo eu que não permito abater-me!
Gostaria que existisse um jeito poético de admitir isso!
Mas não há!
O que me assusta um pouco, já que me alimento de poesia e quando ela foge das minhas veias é como se me faltasse o que é vital!
É bom estar de volta! [não apenas ao blog!]
[em todos os sentidos! com todos os meus sentidos! bem aguçados, diga-se de passagem!]
Gostaria que existisse um jeito poético de admitir isso!
Mas não há!
O que me assusta um pouco, já que me alimento de poesia e quando ela foge das minhas veias é como se me faltasse o que é vital!
É bom estar de volta! [não apenas ao blog!]
[em todos os sentidos! com todos os meus sentidos! bem aguçados, diga-se de passagem!]
Culpa das músicas que ouço
Dos livros que leio
Ou da vontade doce e incontrolável de comer morangos [e não o posso!]
Agora as palavras saem, aleatórias, como se quisessem fugir de mim também!
Assim como eu queria!
Nunca as palavras de Clarice Lispector fizeram tanto sentido: 'Eu escrevo para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.'
ps.: inútil tentativa de não fazer desse blog um diário virtual! Desisto! Estou impressa aqui, em cada espaço, distraidamente envolvi-me! Sim, esse blog é minha cara!
ps.: inútil tentativa de não fazer desse blog um diário virtual! Desisto! Estou impressa aqui, em cada espaço, distraidamente envolvi-me! Sim, esse blog é minha cara!
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