30.11.08

Intimidade [Hoje me despi da minha farsa!]




Como o primeiro dia da primavera
Como dançar blues no fim da noite em um bar
Como te mandar um bilhete azul
Ou embriagar-se de clichês

Como a velha poesia, romanceada
Como aquela nova nota, musicada
Como um daqueles feitos, acobertados
Como um dos seus sorrisos, escancarados

Como a neurose instigante
Como aquele guardanapo marcado
Como as matizes do seu quadro
Ou das minhas tramas criadas

[Se eu não consigo dizer eu só posso escrever cartas com o olhar]

Porque não coloco mais palavras e sensações próprias na boca dos poetas!

17.11.08

'Em algum lugar do tempo

O vento me tirou para dançar. - Efeito mágico.
Ando descalço sob o som que atrai. - Doce dos lábios.
Da janela, veja a alma. - Amparo inquieto.
Se jogue da ponte da ousadia. - Mergulho perfeito em meus olhos.
Alegria, transborda. - Permitida.
Das formas e dos lírios!


ps.: vou cuidar do meu jardim!
trago flores pra você!

3.11.08

Um infinito particular!



É porque é completamente louco e incompreensível o misto do que não se quer sentir. Entro em um poço fundo, fundo e de lá não quero sair, apenas me lavar nas águas calmas, límpidas e transparentes. Não posso e não quero olhar para um reflexo nessas águas, não quero ver o que se passa aqui dentro.
Mesmo assim, as coisas parecem claras. Mais certas que antes e mais seguras! Tenho medo que a água comece a se agitar e subir, afogando todos os sorrisos! Por isso, prometo não chorar!




Não, eu não abandonei o blog [falo isso mais pra mim mesma, acreditem!].
A verdade é que não ando conseguindo produzir muito. Nada de palavras de efeito, frases boladas, inspiração, motivação ou emoção.
Não estou me lamentando de todo! A conotação é de estar satisfeita mesmo!
Aparência de redescoberta!