27.6.08

extravagante!


E essa mania de conservar caderno novo,
Manter a discrição ou
Achar cabelo em ovo?

Uma mania de mexer nos cabelos,
Fuçar no guardado
Pra não reviver os apelos!

Mania de andar descalço
Caminhar pelas palavras
Contando cada passo.

Eta mania de correr contra o tempo,
Evitar a rotina ou
Cair em mais um tormento.

Essa mania de colecionar segredos
Dar tom de mistério
Ficar contando os medos.

Mania de querer muito espaço
Mas bem lá no fundo
Caber em apenas um abraço.

Essa mania de ter todas as flores
Uma de cada cor
Pra decorar a cada um dos seus amores.

Tem mania de dançar sozinha
Pra sossegar a saudade
Daquele que não vinha!

Mania de desejar, como a um vicio,
Uma invenção, aquela ficção,
De ter o seu poeta, fascínio, um delírio!

25.6.08

com dois torrões de açúcar, por favor!

Sabe aquela mania de ler o rótulo de tudo?
Pois é, foi lendo um pacote de açúcar quando criança que achei entre dicas e informações nutricionais, uma 'receita' diferente: simples e sem autoria, mas lendo-a vi que a prática de pelo menos um dos itens pode adoçar um pouco o dia de qualquer pessoa! Por isso copiei, guardei e hoje a encontrei entre bilhetes, cartinhas, desenhos, papéis, registros e outras iguarias que já provei!

Como ser feliz...
Vá a + lugares
Abrace + amigos
Dance +
Diga – nãos
Invente – problemas
Coma + sobremesas
Ria + de si mesmo
Plante uma árvore
Tire + fotos
Visite o fundo do mar
E o topo de uma montanha
Beije +
Conte + piada
Se apaixone + vezes
Mesmo que seja sempre pela mesma pessoa

passado (,) algum tempo!

Tenho pensado muito no tempo ultimamente!
Quem sabe por estar numa fase meio ostra!
Um momento interno!
Voltada para os meus pensamentos, sensações, um pouco do meu passado, por que não?!
E pra quem ainda acredita que quem vive de passado é museu, por favor, me ensine a apagar minha memória e recomeçar, pois as minhas lembranças, as mais remotas me assaltam a cada cheiro, gosto ou som! Meus sentidos andam me traindo com muita freqüência!
Não que eu ache que o passado precisa ser mantido presente no presente, como um guarda-costas daqueles de dois metros que não pára de te olhar, meio carrancudo, vigiando cada passo; acho que é possível, sim, fazer amizade com o tal ‘homenzarrão’ e quem sabe você até não o leve pra conversar um pouco enquanto caminham no fim da tarde?!
Bom mesmo é poder passear de mãos dadas com o tempo! Não é fácil, mas é cronologicamente correto e saudável. Pra que tentar correr na frente e vencê-lo se vocês podem ser ótimos aliados?!
Sem falar que tempo lembra espera!
Rá! Parece até que consigo ver sua cara de aversão só de ler essa palavra! Ninguém é muito fã de esperar seja o que for. Aquela oportunidade de emprego, o fim do ano, o ônibus, a amiga atrasada que ligou há uma hora: “tô chegando!”, um namorado, o filme que não começa logo e vamos parar, porque a lista é infindável e você é um que não vai querer ficar aí esperando eu terminar!
Espera nem sempre agrada por gerar expectativa que pode vir acompanhada de desapontamento. A única espera que não decepciona é a espera pelo tempo certo! Nele, nada pode dar errado!

“Há um tempo certo para cada coisa: Tempo para nascer, tempo para morrer;
Tempo para plantar, tempo para colher;
Tempo para matar e tempo para curar;
Tempo para destruir, tempo para construir de novo;
Tempo para chorar, tempo para rir;
Tempo para ficar triste, tempo para pular de alegria;
Tempo para espalhar pedras, tempo para ajuntar pedras;
Tempo para abraçar, tempo para não abraçar;
Tempo para procurar, tempo para perder;
Tempo para guardar, tempo para jogar fora;
Tempo para rasgar, tempo para costurar;
Tempo para ficar quieto, tempo para falar;
Tempo para amar, tempo para odiar;
Tempo para guerra, tempo para ficar em paz.”

... todas as coisas tem seu valor quando são feitas na hora certa.”
Eclesiastes 3:1-8 e 11a





Me faz cia?!
Espera o tal tempo certo comigo!!

22.6.08

contemporânea!



A mulher é consumista por natureza. A mulher moderna tende a consumir ainda mais hoje devido a diversos fatores culturais. Ao passar pela vitrine de uma boutique feminina, naturalmente tentadora, lê-se em enormes etiquetas amarelas: “PEÇAS DE NOVELA”. E, pasmem, estão em todas as peças mesmo as masculinas ou infantis.
Engana-se quem acha que a novela das oito, por exemplo, ainda tem como maiores telespectadores o público feminino. É mais fácil nesse horário encontrá-las com as amigas em algum bar, tomando aquele chopinho gelado e fazendo confissões ao ouvido. Sabe como é, sexta-feira, final de expediente...!
A mulher moderna acorda já pensando no marido ou namorado que vai encontrar a noite. Não apenas por ser sensível e estar apaixonada, mas porque até lá ela precisa enfrentar aquele trânsito, atender os telefonemas, ligar para o eletricista, reunião de última hora, e... Ah! O encontro de logo mais à noite!Portanto, ainda tem que entender a cabeça dos homens. Tudo isso sempre cheirosa, rosto maquiado e unhas pintadas.
A mulher de hoje sente-se na obrigação de permanecer na qualificação de ‘moderna’. Afinal, foi preciso queimar sutiãs em praça pública no fim dos anos 60 para que hoje pudessem inflamar o mercado de trabalho. As perspectivas futuras para a mulher são, com isso, as mais promissoras visto que esse mercado está cada vez mais rosa e os valores de bolsas que verdadeiramente as tem preocupado são os da bolsa de valores.

Desculpa!

Esse é um dos muitos poemas que Ana Carolina declama em seus shows. Como boa fã da Ana, e principalmente de poemas, não posso deixar de postá-lo.



"Te olho nos olhos e você reclama

Que te olho muito profundamente.

Desculpa,

Tudo que vivi foi profundamente...

Eu te ensinei quem sou...

E você foi me tirando...

Os espaços entre os abraços,

Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,

Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...

De me inventar de novo.

Desculpa...se te olho profundamente,

Rente à pele...

A ponto de ver seus ancestrais...

Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...

Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias

Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser

Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer

Te olhando profundamente."



Ana Carolina

21.6.08

17.6.08

tombo por dentro

Sensação estranha!
Cair já é muito ruim!
Cair por dentro é pior!
Eu até que queria sofrer umas quedas por aí...
Cair em uma piscina nos dias quentes!
Em uma cama, depois ser coberta de beijos!
Cair de sono, profunda e tranqüilamente!
Ou de boca em um sorvete de flocos com cobertura de chocolate! (Hum!)
Cair do alto dos meus pensamentos mais tolos e mergulhar de cabeça nas idéias loucas que temo colocar em prática!
Cair na risada! Principalmente de mim mesma!
Cair naquele abraço!
Cair de amores!
Ou no seu papo-furado, mas que me preenche e me põe em pé prontamente!

gravando! (ou melhor, blogando!)


Aham!
A minha vida dá um filme!
Vivo o enredo todos os dias!
Breve nos cinemas!
Ah! Sugestões para o nome, por favor!
Pode ser até bem comum, como as características que o longa-metragem vai trazer: mocinha, mocinho, bandido ou bandida (se eu mesma não for a bandida da história de alguém! Quem garante que não?!)
A trama terá mistérios: os meus próprios!
Suspense: daquele que gera expectativa e vontade de atravessar a tela pra ajudar a resolver!
Medo: ah! Um pouquinho só! Pra dar gostinho...
Alegria, lógico! Daquela que inebria! Que te deixa estático em frente a tela com vontade de chorar no final, enquanto sobem os créditos com os nomes do atores e você parece ver apenas o seu nome, o dele, o dela, ele, ela, vocês, eles, de todos que convivem contigo!
Sabe aquela sensação de quando você termina de assistir a um filme e tem vontade de parecer o personagem principal? Ando assim!
Se ele usava roupa xadrez, por mais ridículo que seja, no personagem era o que o identificava. Se ele voava, porque não tentar?! Não, né! Fui longe demais!
Mas e se ele fica com a mocinha do filme no final? Previsível?! Talvez! Mas bem que você decorou aquela frase de efeito fantástica dita na cena romântica, e com certeza vai repetir pra ela, ou ele, depois sem jamais dizer de onde saiu realmente.
É! De repente eu ande cheia de frases feitas ou decoradas, e querer fazer um filme da minha vida seja muita ousadia e prepotência diante de tanta realidade que já parece fictícia.
Bem, de qualquer forma, minha história dá um filme ou um livro, mas enquanto isso não se torna concreto, minha vida de alguma forma dá um blog!



Por que Você Faz Cinema?
Adriana Calcanhotto

Para chatear os imbecis, para não ser aplaudido depois de seqüências dó de peito, para viver a beira do abismo, para correr o risco de ser desmascarado pelo grande público, para que conhecidos e desconhecidos se deliciem, para que os justos e os bons ganhem dinheiro, sobretudo eu mesmo, porque de outro jeito a vida não vale a pena, para ver e mostrar o nunca visto, o bem e o mal, o feio e o bonito, porque vi "simão no deserto", para insultar os arrogantes e poderosos quando ficam como "cachorros dentro d'água" no escuro do cinema para ser lesado em meus direitos autorais.

15.6.08

...e pra quem me pediu que voltasse a falar sobre política nesse blog, segue o post:

Copélia, personagem de Arlete Salles em Toma lá dá cá
Vai ser assim enquanto estiver lendo Marina Colasanti!
O título desse é No mar sem hipocampos

Assim que anoiteceu, saiu para pescar. Peixes não, estrelas.
Afastou-se da casa, atravessou um campo até o seu limite.
Na linha do horizonte, sentado à beira do céu, abriu a caixa das frases poéticas que havia trazido como iscas. Escolheu a mais sonora, prendeu-a firmemente na rebarba luzidia.
Depois, pondo-se de cabeça para baixo, lançou a linha no imenso azul, deixando desenrolar todo o molinete.
E, paciente, enquanto a Lua avançava sem mover ondas, começou a longa espera de que uma estrela viesse morder o seu anzol.

como diria Zeca Baleiro:

Hoje eu acordei

Com uma vontade danada

De mandar flores ao delegado

De bater na porta do vizinho

E desejar bom dia

De beijar o português

Da padaria...


Tudo porque


Ontem eu recebi um 'telegrama'!



12.6.08

É! Sei o que parece: que estou tentando me esconder atrás das palavras e sentimentos de outras pessoas, postando o que não é de minha autoria!
Quem sabe, até seja isso mesmo!
Às vezes é bom ler alguns textos e, ao se identificar, pensar “Bom! Ao menos não sou a única que tem esse tipo de experiências!” ou “Por que eu não fiz algo assim?! Parece até que escreveu pra mim!”
De qualquer forma, as emoções, ainda pouco satisfeitas, não cessam dentro de mim e me mandam falar sobre o dia 12/06 no... dia 12/06! Tem algo mais óbvio e clichê?!
Maionese e programa de auditório no domingo ou herói que mata o vilão no final do filme e ainda fica com a mocinha, você pode me responder!
Beijar na chuva, aumentar o volume do rádio quando toca aquela música e o desejo nesse momento de chamar o nome dele (a), eu vou rebater!
Na verdade não tem nada mais clichê do que dia dos namorados, sozinho, com os amigos naquele bar com programação especial pra solteiros e todo mundo disfarçando o desejo louco de ligar, falar, pedir, correr atrás de quem gosta!
Mais clichê ainda é fingir que tudo está bem quando o desejo de abolir o dia 12/06 do calendário supera a vontade de matar a pessoa que nunca fala contigo nem pra perguntar a hora, e bem hoje na cara mais lavada: “E aí? Namorando?! Nossa! Sério? Mas porque não?! Porque terminaram?!”
Clichê é não querer escrever algo sentimental demais, com medo de parecer idiota demais, em um dia igual a todos os demais em que você (confessa, vai!) dava tudo para estar com alguém, como todas as demais pessoas!
Clichê mesmo, sou eu! Que além de repetitiva e contraditória, estou escrevendo agora de manhã coisas que não são as que na verdade queria dizer, porque a noite não posso, vou sair com amigos solteiros pra fugir do inevitável: ficar em casa, escrevendo o que eu queria mesmo extravasar, pegar o telefone, ouvir sua voz e dizer na seqüência, bem clichê: eu preciso de você!

...

Lindo, pela profundidade e sensiblidade!
Adoro o seu tom de voz, o jeito como pronuncia as coisas mais bonitas com um ar de meiguice.
Adoro seu tom de pele, ele meio que se mistura entre rosa e dourado,e adoro quando me toca, até mesmo os poros parecem conversar entre si...
Adoro as bolhinhas do seu braço, elas fazem cócegas em minhas digitais.
Adoro seus olhos, eles brilham tanto tantoo e neles vejo o melhor de mim.
Adoro o jeito como se veste, não por que é antenado em moda e suas excentricidades e sim por que aquela roupa não ficaria bem em niguém além de você!
Adoro seu sorriso, e quando ele é pra mim me sinto em um campo num dia de sol colhendo morangos...
Adoro o jeito como anda e como meche no cabelo...
Adoro seu cheiro quando o sinto dá vontade de fechar os olhos e fazer do olfato meu primeiro sentido!
Adoro seu gosto musical e quando lê as traduções mais lindas pra mim...
Adoro sua sinceridade, sensatez e uma quase timedez.
Adoro o jeito como atende o celular e quando me faz jurar pelas coisas mais bobas.
Adoro sua inteligência, bom humor e seu lado introspectivo.
Adoro seu ar meio distraído. Uau! Até nisso é charmoso!
Adoro quando me olha "meio que de frente".
Me diz, pode ver minha alma?
Adoro os segredos e como faz tudo parecer simples e único...
Adoro você assim por inteiro e adoro o fato de adorar com gostinho de amar, assim pra sempre!
Hedlaine Barros. 03/06/08 às 01:13 am

Amor de longo alcance



Durante anos, separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo.
Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando enfim, numa praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.
Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.

Marina Colasanti

10.6.08

escolhi!


Não!
Obrigado pela carona!
Cansei!
Quero ir a pé!
Assim sinto melhor o vento!

9.6.08

Porque é o que me interessa*

Respondendo ao comentário de baixo:

Hei! Alguém aí pode?!
Não?!?!?!
Eu posso! Sempre vou poder admitir!
Vamos lá, é simples, basta aprovar o inaceitável pela rotina, recusar o marasmo e desejar a loucura como único modo de vida!
Não é difícil! É só correr em direção ao desconhecido, ignorar as regras do jogo e esperar como se não tivesse pressa!
Tente! É só desafiar, ávida, suas próprias sensações, tentar o novo, provocar e consentir ser provocada!
Viva! Deixe pra raciocinar depois, pule agora!
Estime os sussurros, o seu próprio reflexo nos olhos de outra pessoa e o turbilhão interno prazeroso que todo esse caos provoca!
Sabe porque admito e sempre assim o vou fazer? Porque fazemos só o que interessa, por quem interessa!



"Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
A sombra é uma paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante

A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussure em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento

O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa…"


Lenine - É o que me interessa

8.6.08

coerência'

O debate é interessante e foi proposto pelo meu amigo escritor do blogger Verdes Versos: é sobre o amor e a lógica (do sofrimento por amar, se é que amor tem lógica!).
É como o título do post, apenas uma Introdução à Lógica, e eu já me atrevi a algumas proposições:
Não! O amor para ser amor não precisa necessariamente envolver sofrimento! É como me disseram certa vez: há quem goste de sofrer! O nosso maior engano está justamente aí: em pensar que para ser belo e intenso tem que também ser sofrido e demonstrar os sacrifícios mais exacerbados e heróicos!Precisamos deixar esse tipo de contexto para os filmes de romances superficiais que, por mais que todos assistam (principalmente, e lógico, eu!) em nada tem a ver com a realidade! A realidade é essa: no final, todos temos medo de não sermos 'felizes para sempre', mas nem por isso exigimos um dublê na ‘arriscada’ cena do beijo!

e que fique claro que...

"aquele poema em que saiu seu nome
não liga não é você
não vou te comprometer com a minha ilusão
foi erro de revisão"


juro!

[MARTHA MEDEIROS]

6.6.08

relance!

  • é que hoje vi um pipoqueiro em frente a uma escola, pelo horário, era fim de aula!
  • no momento em que passava, o vi entregando um saquinho com pipocas a uma criança, dessas que tem o sorriso nos olhos!
  • em seguida, ela corre em direção ao seu pai que a esperava com os braços abertos!
  • cena de filme!
  • ... que mecheu comigo: simples e corriqueira!
  • mas doce e ingênua, como a satisfação estampada no rosto do pipoqueiro ao ver que fez uma criança alegre!

me apaixono pelo o que é simples!

procura!


Eu tento, juro que tento, mas é só chegar em qualquer lugar que você já esteve comigo e... Pronto! Parece que te vejo, literalmente, nas pessoas, no ambiente, na música, nas horas, na bebida, no prato que está sendo servido! Não só te vejo, eu te procuro! Mesmo sabendo que é inútil. Que sensação de que você já vai chegar!
Vou me arriscar a me envolver com a conversa! Ouço algumas risadas! Eu apenas dou um sorriso, sem graça, meio tímido! Cadê você que me faz rir sem parar? Gosto quando você me faz rir de mim mesma. Estranho, né?! Mas é que só assim vejo o quanto fico a vontade contigo! Gosto ainda mais do seu sorriso! Aquele que você tem só pra mim, meio de descontração, de bem-estar, de “como é bom estar com você!” É, realmente é bom estar com você!
Mais risadas...
Dentre elas procuro a sua! Em vão!
E o que será que você está fazendo agora então?
Será que está lendo o livro que recomendei?
Ou assistindo pela milésima vez ao filme que comigo assistiu 999 vezes?
Ah! Lembrou que amanhã você tem aquela reunião importantíssima?Poxa! Eu lembrei!
Na verdade lembro de muitas coisas que não sei se ainda estão na sua memória. Lembro dos poemas e mensagens trocadas com muita timidez. Lembro das fugas, quase que diárias, daquele cotidiano chato pra gente se curtir um pouco! Lembro dos chocolates caseiros, dos cd’s preferidos, dos beijos a meia luz. Lembro das brincadeiras infantil com gosto doce de carinho. Lembro de tudo! Lembro de você!
Lembro que antes de me deitar era comum ficar pensando nas mil e uma coisas que eu faria quando estivesse com alguém que valesse a pena beijar, abraçar e sonhava com todos os prováveis momentos felizes, imaginava as pessoas envolvidas, personagens sem rosto. Hoje, nos meus sonhos o rosto que mais vejo é o seu e percebo que ainda idealizo o meu futuro contigo!

4.6.08

Ousadia!


É assim:
vou comprar um livro para colorir amanhã!

E lápis de cor, claro!

Acho que não pego em um lápis de cor desde a minha pré-escola!

Na verdade, não faço muitas coisas que deveria, ingenuinamente continuar, desde esse tempo!

Desde que aprendi que é possível 'colorir' e dar vida ao que sentimos, escrevendo, não lembro de colorir mais nada!

Ah! Mas agora eu vou colorir tudo! Desde as minhas unhas de vermelho até a cor do meu café que quero fraco, sem açúcar, por favor!

Não! Suspende o café, quero chuva!

Vou tomá-la, literalmente! Quero senti-la além da pele enquanto canto uma canção de onda bem baixinho, visto-me de poema e nessa incoerência quase louca me reinvento!


"(Os grilos da infância estarão cantando dentro da erva...)" Cecília Meireles

2.6.08

Ado a-ado!

Isso porque eu havia prometido que de jeito nenhum meu blog iria seguir os padrões de blogs que a gente encontra mundo afora! Nem em primeira pessoa devia estar escrevendo aqui! Mas como algumas coisas mudam com o tempo, inclusive a nossa opinião sobre o mundo, aqui estou “reativando” o blog, não sei por quanto tempo, (portanto aproveitem o rompante!).
Calma, ninguém será obrigado a ler os meus ‘sentimentalismos emos’, já disse que mudei! Continuo sentimental, mas nada melancólica! Melancolia é pros coitadinhos desprovidos de amor próprio! Estou mais para: “... mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão!”, da música Elevador da Ana Carolina.
E por falar em música, quanto lixo anda tocando nas rádios do nosso país, valha-me Deus! Ei! Não, eu não mudei de assunto! Sei bem que estou falando da ‘produtividade cultural’ disposta para quem quiser ouvir! Aí você me diz: “Mas quem disse que quero ouvir? Acontece que meu vizinho não passa um dia sem tocar o CRÉUUU e dançar na velocidade cinco, parecendo uma batedeira enguiçada!” É, eu entendo! Não você, seu vizinho que dança o créu descontroladamente!
Ok! Vou explicar porque! Porque o que eu não entendo mesmo é essa história de ressuscitar a CPMF agora com o nome de Contribuição Social da Saúde, a CSS?! Como se não soubéssemos que vai tudo pro mesmo saco, literalmente, ou vocês já esqueceram do caso dos dólares na cueca?!
Não entendo o descontrole dos motoristas brasileiros, especificamente os ‘filhinhos de papai’ que, acostumados a não serem contrariados, descarregam sua raiva com uma arma em uma briga de trânsito, como se a vida fosse parte de um filme de ação em que ninguém sai ferido e se saí, qual o problema?! É tudo encenado!
Parte de um filme de ação foi a agressão que uma equipe de reportagens do jornal O Dia sofreu em uma favela do Rio, no último dia 14 de maio. Investigações apontam que militares faziam parte da milícia que protagonizou as cenas de violência. O caso é tão absurdo que ao fazer uma pesquisa no Google com os termos: “jornalistas do jornal O Dia são agredidos por milícia”, o site de busca te corrigirá: “Você quis dizer: jornalistas do jornal o dia são abordados por milícia”.
É, como disse no inicio do texto, algumas coisas realmente mudam com o tempo, entre elas os valores que, além de mudarem, se perdem entre o imoral, o ilegal, o inaceitável, o inadmissível.
Calma, não mudei de assunto não! É que as vezes acho que diante de tantas ‘carcadas’ sociais, políticas e anormais, resta fazer como aquele seu vizinho lá e dançar conforme o CRÉÉUUUUU ou então ‘companheiros e companheiras, como nunca antes na história desse país’, pegue o seu quadrado e quem pisar na linha vai pagar prenda hein!Vamô lá!Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado! Eu disse: Ado a-ado cada um no seu quadrado! Ado a-ado cada um no seu quadrado... Ado a-ado!!!!!!!!!!!

...


Eu sou morena, ela é branca.

Sou tererê, ela é chimarrão.

Sou refrigerante, ela é água.

Sou exagerada, ela é contida.

Eu não frito nem ovo, ela faz o almoço de domingo mais gostoso.

Eu ando, ela corre.

Eu grito, ela fala.

Sou MPB e pagodinho, ela é dance e internacional. \O/ \O/

Eu fui, e ainda sou, chorona, ela foi, e sempre será, um ‘poço’ de paciência.

Sou comunicação, ela é medicina.

Sou teoria, ela é prática.

Sou sorvete de chocolate, ela é de creme.

Sou Halls, ela é Trident.

Sou cabelo cacheado, ela liso de franjinha.

Sou sombra e lápis, ela é esmalte e cremes.

Sou Flamengo, ela é Grêmio.

Somos sorrisos e lágrimas...

Paranaenses...

Somos ‘D A I Y A N E S’...

Festas, farras, ‘piseiros’ e esquemas...

Ela é partida e eu vou ser sempre saudades, porque... =/

Somos mais que amigas,

Somos IRMÃS!