Ela! Sempre ela!
Logo ela que queria só a compreensão das noites, com estrelas ou sem estrelas não importa, o que seu coração almeja é mesmo a lua!
‘Um dia ainda a alcanço e faço dela meu baluarte’, dizia enquanto olhava para aquela que vinha ajudar o sol se pôr.
Era como se algo a tragasse para dentro daquele hemisfério mágico com tanto escondido, com tanto a lhe revelar.
‘Ainda te desvendo! És o meu desafio! Que me contes o que te mantêm’!
Desviava os olhos do céu para riscar o chão, com o giz colorido que ganhara, e assim definir o caminho que a partir de agora pretendia fazer. Os riscos logo acabavam em abstração e sem demora, distraía-se com a pipa dançando no céu!
Era então que a mistura doce da luz com o que é terno a invadia!
A verdade é que ela gostava mais de descrições do que transcrições.
Ou quando os poemas a deixavam nua para em seguida cobrir-se do devaneio tão natural.
Gostava não apenas de sentir o toque na pele, precisava romper o seu coração que, naquele momento, estava exatamente como aquele fim de tarde: chuvoso e denso!

